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Ester


O autor do livro é desconhecido. Cronologicamente, embora venha surgir depois do de Neemias, seus eventos anteciparam-se a ele por uns 30 anos. Ao que parece, Ester possibilitou o trabalho de Neemias. No contexto histórico, a interferência dessa mulher judia ocorreu há uns 40 anos depois da reedificação do templo (537-516 a.C.), e uns 30 anos antes da reedificação do muro de Jerusalém (445 a. C.). Se ela não fosse levantada por Deus, a nação hebraica, provavelmente, estaria condenada ao extermínio, segundo o Decreto de Hamã (3.12,13), logo depois do cativeiro babilônico. Alguns autores ainda discutem o caráter canônico do livro, porque o nome de Deus não aparece em parte alguma dele, enquanto que um rei pagão é  mencionado mais de 150 vezes. Não há alusão à oração nem a nenhum tipo de serviço espiritual, com exceção do jejum. Acredita-se que isso ocorreu, porque talvez tenha sido copiado de registros persas. Contudo, o cuidado providencial de Deus por Seu povo nunca foi tão evidente do que nesta narrativa.
"Assuero" foi o mesmo Xerxes que governou a Pérsia 486-465 a.C., um dos mais ilustres monarcas do mundo antigo. A grande festa descrita no primeiro capítulo do livro, de acordo com inscrições persas, foi feita em preparação de sua famosa expedição contra a Grécia. Aparentemente, ele depôs a Rainha Vasti (482 a. C.), antes de sair e casou com Ester (478 a.C.), filha de Abiail, depois de voltar da expedição (1:3; 2:17). O interessante é que o decreto do rei  persa não poderia ser revogado (8:8), assim foi preciso expedir um novo decreto, autorizando todos quantos os atacassem.

Fonte: edições antigas do Jornal Folha Universal